Histoplasmose


Histoplasmose Zoonose causada pelo fungo histoplasma capsulatum. Encontrados em áreas contaminadas pelas fezes de aves e morcegos, esses esporos são geralmente inalados e atingem os pulmões, não sendo transmitida de forma direta entre aves e humanos e entre pessoas. A histoplasmose se caracteriza por ocasionar várias manifestações no hospedeiro, desde infecção assintomática até doença disseminada com óbito. Durante a fase assintomática, o agente pode parasitar todos os tecidos do sistema monocítico-histiocitário, tais como pulmões, fígado, baço, linfonodos e estruturas linfáticas do tubo digestivo. A prevalência aumenta da infância até os 15 anos de idade, não existindo diferença entre sexos. Ocorrem surtos em famílias, estudantes e trabalhadores, residentes em áreas endêmicas que foram expostos a excrementos de aves ou terra contaminados, recentemente removidos. Ocorre em várias áreas no mundo. Na América do Sul é mais comum na bacia do Rio da Prata e na Serra do Mar. A histoplasmose disseminada é mais frequente em pacientes imunodeprimidos, geralmente com câncer ou Aids. O período de incubação é variável, mas de aproximadamente três semanas.

O diagnóstico pode ser feito através da cultura do material do escarro, ou através de microscópio direto, e a suspeita geralmente é feita através da radiografia de tórax.

Sinais e Sintomas: - A maioria não tem efeitos aparentes da doença, o quadro respiratório agudo é caracterizado por febre, dor no peito e tosse seca. - A doença crônica nos pulmões parece com tuberculose e pode piorar no curso de meses ou anos. - Pode desenvolver fígado e baço aumentados, aumento dos linfonodos, diarreia, manchas vermelhas no corpo e infecção do sistema nervoso central. - Crianças e pacientes imunodeprimidos podem ter quadros mais graves.

SAIBA MAIS: - Os sintomas da histoplasmose variam bastante, mas atingem principalmente os pulmões. - Geralmente a pessoa apresenta sintomas de tosse, com ou sem febre. - Teste de pele pode dar positivo em até 80% dos que vivem em áreas onde o fungo é comum. - Casos leves geralmente são curados sem tratamento. - Medicamentos antifúngicos são usados para tratar casos graves de histoplasmose aguda e todos os casos crônicos e sua forma disseminada. - Infecções passadas resultam em proteção parcial contra os efeitos da doença em caso de nova infecção. - Os focos de infecção são comuns em amplas áreas geográficas, havendo casos autóctones em mais de 60 países. - Deve-se evitar exposição desnecessária a fontes de infecção, no entanto, é indicado o uso de máscaras protetoras e solução de formol a 3%, por ocasião de atividades de arar a terra. - Impedir a exposição de indivíduos imunocomprometidos. - Após duas a três semanas de infecção, podem ocorrer manifestações de hiperergias, em consequência da hipersensibilidade do hospedeiro, tais como eritema nodoso, conjuntivite, pleurisia, derrame pericárdico e atrite. - Essa forma clínica é autolimitada e a involução das lesões ocorre de um até três meses, deixando como sequelas calcificações pulmonares e extrapulmonares. - Diagnóstico diferencial - A primo-infecção sintomática deve ser diferenciada de outras pneumopatias agudas; as formas pulmonares crônicas, da tuberculose e da aspergilose. - As formas disseminadas agudas, da tuberculose miliar, leucoses e linfomas; as manifestações cutâneo-mucosas das formas disseminadas crônicas simulam os epiteliomas, a leishmaniose tegumentar, a sífilis terciária, as leucoplasias e o líquen plano. Não há vacina para uso humano.

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