Hiperatividade


Hiperatividade

Também conhecida como desordem do déficit de atenção, pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos. Acredita-se que a desordem pode ser resultado de fatores genéticos; desequilíbrio químico; lesão ou doença na hora do parto ou depois do parto; ou um defeito no cérebro ou sistema nervoso central, resultando no mau funcionamento do mecanismo responsável pelo controle das capacidades de atenção e filtragem de estímulos externos. Cerca de 3% a 6% das crianças são realmente diagnosticadas com a desordem do déficit de atenção, sendo dez vezes mais comum nos meninos do que nas meninas. O comportamento hiperativo interfere na vida familiar, escolar e social da criança, apresentando dificuldade em prestar atenção e aprender. Como são incapazes de filtrar estímulos, são facilmente distraídas. Essas crianças podem falar muito, alto demais e em momentos inoportunos. As crianças hiperativas estão sempre em movimento, sempre fazendo algo e são incapazes de ficar quietas. São impulsivas. Não param para olhar ou ouvir. Devido à sua energia, curiosidade e necessidade de explorar surpreendentes e aparentemente infinitas, são propensas a se machucar e a quebrar e danificar coisas. As crianças hiperativas toleram poucas as frustrações. Elas discutem com os pais, professores, adultos e amigos. Fazem birras e seu humor flutua rapidamente. Essas crianças também tendem a ser muito agarradas às pessoas.

Sinais e Sintomas: -São classificados em: Grupo I - Não consegue enxergar detalhes ou comete erros por descuido nas tarefas escolares ou em outras atividades. - Tem dificuldade de manter a concentração em tarefas ou brincadeiras. - Parece não ouvir o que se fala para ele (a). - Não consegue seguir uma instrução até o fim e deixa de completar trabalhos escolares ou tarefas domésticas. - Dificuldades em organizar tarefas e atividades. - Evita ou reluta em iniciar tarefa que exige grande esforço mental. - Perde com freqüência objetos de uso diário, como material escolar e brinquedos. - Distrai-se com facilidade por estímulos externos. - Esquece atividades cotidianas. Grupo II - Inquietação constante (remexe as mãos ou os pés ou se contorce no seu lugar). - Sai do seu lugar na sala de aula ou em outras situações em que deve permanecer sentado. - Corre sem destino ou sobe em cima de móveis e objetos. - Dificuldade em se engajar em uma atividade recreativa com tranqüilidade. Está sempre em movimento, age como se estivesse ligado a um "motorzinho". - Fala o tempo todo. - Começa a responder a perguntas que ainda não foram completadas. - Tem dificuldade em esperar sua vez em jogos ou situações em grupo, interrompe a conversa de outras pessoas.

A criança hiperativa tem pelo menos seis sintomas do grupo I ou seis sintomas do grupo II por mais de seis meses e aparecem, no máximo, até os sete anos. O diagnóstico é difícil, sendo possível após criterioso histórico e exame clínico, já que não existe exame laboratorial que comprove a hiperatividade, podendo ocorrer freqüentes erros de diagnóstico. Como o limite que separa a criança irrequieta e criativa da hiperativa é sutil, é preciso muito cuidado na hora de diagnosticar o transtorno, se o profissional fizer uma análise apressada, vai rotular toda criança de hiperativa.

SAIBA MAIS: - As causas exatas da hiperatividade são desconhecidas. - Os sintomas variam de brandos a graves e podem incluir problemas de linguagem, memória e habilidades motoras. - Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento. - Os professores e pais da criança hiperativa devem saber lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança. - Metades das crianças hiperativas têm menos problemas comportamentais quando seguem uma dieta livre de substâncias como flavorizantes, corantes, conservantes, glutamato monossódico, cafeína, açúcar e chocolate. - Desenvolva uma rotina estável em casa, para diminuir a confusão e a quantidade de estímulos diários, defina horários específicos para comer e dormir. - Durante a gestação, mantenha a exposição a chumbo ambiental ao mínimo possível e elimine álcool, os dois têm sido relacionados à hiperatividade. - O acompanhamento psicoterápico é importante para a família.

Problemas que podem ser confundidas com hiperatividade: - Autismo; - Depressão infantil; - Ansiedade; - Hipertiroidismo; - Dislexia; - Transtornos de aprendizagem; - Deficiência auditiva; - Epilepsia; - Transtorno obsessivo-compulsivo; - Transtorno bipolar ou mania; - Inquietação típica da idade.

A criança deverá ser encaminhada para uma avaliação especializada com profissionais habilitados como neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo.

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