Deficiência de Ferro


Deficiência de Ferro Um dos principais minerais e nutrientes do organismo, o ferro está associado à produção de glóbulos vermelhos e ao transporte de oxigênio dos pulmões para todo o corpo. A sua deficiência, também conhecida como anemia ferropriva, é a mais comum de todas as anemias e ocorre quando o estoque está muito baixo a ponto da hemoglobina ficar abaixo do normal. Apesar de o estoque desse mineral ser determinante para a anemia, há vários nutrientes que contribuem para a sua ocorrência como a deficiência de proteínas, vitamina B12 e cobre. O ferro é obtido pela dieta, seja sob a forma inorgânica (encontrada em vegetais e cereais) como orgânica (carnes, ovos e laticínios), na dieta normal são encontrados de 13 mg a 18 mg de ferro, entretanto, apenas 1 mg a 2 mg serão absorvidos pelo intestino. A deficiência acontece quando a quantidade absorvida pela dieta não é capaz de suprir a necessidade do organismo ou a quantia não é suficiente para repor a perda sanguínea adicional. A quantidade de ferro necessária para manter o equilíbrio celular em um adulto é de 3 g a 4 g (45 mg/ kg de peso corporal), sendo que 1,5 g a 3,0 g encontram-se ligados à hemoglobina, de 3 mg a 4 mg são encontrados no plasma e o restante é armazenado no fígado, no baço e na medula óssea. De 20 mg a 30 mg de ferro são reciclados diariamente a partir dos glóbulos vermelhos velhos, que são removidos da circulação sanguínea pelos macrófagos e retornam à medula óssea, onde são armazenados para o processo de produção de novos glóbulos vermelhos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa doença acomete de 600 a 700 milhões de pessoas no mundo, sendo, portanto, um grave problema de saúde pública, particularmente nos países em desenvolvimento. No Brasil existe uma alta prevalência de anemia em crianças, principalmente nas menores de dois anos.

Fatores de risco: - Erro alimentar, - Hemorragias, - Fluxo menstrual intenso, - Miomas uterinos, - Parasitose intestinal, - Crianças e adolescentes em fase de crescimento, - Idosos, - Cirurgia de redução de estômago.

Sinais e Sintomas: - Palidez, - Cansaço, - Falta de apetite, - Apatia, - Palpitações e taquicardia, - Glossite, - Queilose, - Unhas e cabelos frágeis e quebradiços.

O diagnóstico é feito pelo histórico, hábitos alimentares, exame físico, além da realização de exames: hemograma, ferro serico, transferritina, ferritina, sangue oculto nas fezes e de imagem (ultrassom, endoscopia) para investigar a origem de possíveis perdas de sangue.

SAIBA MAIS: Dieta equilibrada e rica em ferro é fundamental para prevenir a anemia por deficiência de ferro. Os alimentos constituem as principais fontes de ferro e podem oferecer dois tipos diferentes desse nutriente: o ferro heme e o ferro não heme. O primeiro, encontrado especialmente na carne vermelha e no fígado de todos os animais, assim como na carne das aves, peixes e nos ovos, é mais bem aproveitado pelo organismo. A absorção do ferro não heme, existente nas verduras de folhas escuras (espinafre, brócolis, couve, salsa, etc.), leguminosas (feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas, etc.); frutas (uvas, maçãs, nozes, amêndoas, castanhas, etc.) é menor e menos eficiente. Alimentos enriquecidos com o mineral ajudam a suprir as necessidades diárias. O ferro é mais bem absorvido em jejum, seguido por alimentos ricos em vitamina C (laranja, goiaba, morango, limão, agrião, pimentão, vegetais verdes escuros), e alimentos amargos (como a alcachofra, jiló e agrião). Em crianças, a anemia ferropriva pode afetar o crescimento, a aprendizagem, e aumentar a predisposição a infecções. Nas mulheres durante a pós-menopausa e nos homens, o déficit de ferro indica habitualmente uma perda de sangue pelo aparelho gastrointestinal. Procure um médico.

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