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Glicogenose: Doença do armazenamento de glicogĂȘnio

  • 10 de set. de 2017
  • 2 min de leitura

Glicogenose

O glicogĂȘnio Ă© o principal polissacarĂ­deo de reserva energĂ©tica das cĂ©lulas, composto por subunidades de glicose, podendo ser encontrado principalmente no fĂ­gado e em maior concentração no mĂșsculo.

A deficiĂȘncia de enzimas especĂ­ficas envolvidas na sĂ­ntese ou na degradação desse polissacarĂ­deo pode ocasionar um defeito metabĂłlico no catabolismo e no anabolismo, Ă© chamada de glicogenose (doença do armazenamento de glicogĂȘnio). Pode ser genĂ©tica (herança autossĂŽmica recessiva) ou adquirida causada por intoxicação com o alcaloide castanospermina. Classificadas em 12 tipos diferentes, sĂŁo nomeadas de acordo com o defeito enzimĂĄtico especĂ­fico de cada uma e os ĂłrgĂŁos afetados. As formas mais comuns na infĂąncia sĂŁo do tipo 1, 2, 3 e 4, enquanto que no adulto a mais comum Ă© a tipo 5 ou doença de McArdle. O conhecimento das vias metabĂłlicas contribui para um diagnĂłstico mais eficaz, pois cada reação afetada levarĂĄ a um conjunto de sintomas especĂ­ficos. É importante a observação dos sinais clĂ­nicos peculiares e comuns a cada tipo de glicogenose. Sinais e Sintomas: Hepatomegalia. Atraso de crescimento. Cetose. Diarreia intermitente. Hipoglicemia em jejum. IntolerĂąncia ao exercĂ­cio. Mialgia. CĂŁibras. MioglobinĂșria. Fraqueza muscular progressiva. O diagnostico Ă© feito apĂłs a histĂłria, principalmente dos sintomas, do exame fĂ­sico com hepatomegalia e exames laboratoriais, como acido Ășrico, colesterol, triglicerĂ­deos, enzimas hepĂĄticas, tolerĂąncia oral a lactato e glicose. A biopsia hepĂĄtica com dosagem da atividade enzimĂĄtica e a anĂĄlise molecular definem o diagnĂłstico. Saiba mais: Quando hĂĄ necessidade de uso da glicose pelo organismo, ocorre a quebra do glicogĂȘnio por meio do processo enzimĂĄtico e sua liberação para a corrente sanguĂ­nea. O fĂ­gado proporciona a liberação de glicose para vĂĄrios ĂłrgĂŁos, incluindo o cĂ©rebro. O tipo 1 Ă© o mais grave e o de inĂ­cio mais precoce, representando cerca de 25% do total das glicogenoses e Ă© caracterizada pela deficiĂȘncia da enzimaglicose-6-fosfatase, responsĂĄvel pela reação final do processo de glicogenĂłlise e gliconeogĂȘnese. Hipoglicemia, convulsĂŁo, hepatomegalia, cetose e acidemia lĂĄctica podem estar presentes desde o perĂ­odo neonatal ou aparecerem apĂłs alguns meses de vida. A glicogenose pode simular um quadro respiratĂłrio. Adenoma hepĂĄtico ocorre durante ou apĂłs a puberdade, mas pode se desenvolver em qualquer idade e se transformar em cĂąncer de fĂ­gado apĂłs vĂĄrios anos. Crianças acometidas dependem de fonte exĂłgena de glicose. Terapia nutricional deve ser constituĂ­da por alimentos sem açĂșcares de rĂĄpida absorção e com produtos ricos em amido. Dieta com alto teor de proteĂ­na nĂŁo Ă© aconselhada. A ingesta deve ser fracionada em cinco a seis refeiçÔes ao dia. Os pacientes tĂȘm risco aumentado de osteoporose. Faça acompanhamento mĂ©dico e nutricional.

 
 
 

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