Ferritina


Ferritina

Proteína produzida principalmente pelo fígado, com função de armazenamento do ferro e sua liberação e, quando circulante, demonstra diretamente o estoque do mineral presente no organismo. Pelo seu envolvimento direto no transporte de ferro, a proporção dos níveis de ambos é extremamente útil na avaliação das reservas do mineral em indivíduos com anemia ou em situações de risco para a deficiência de em crianças e gestantes. Quando ocorrem níveis elevados da ferritina, podemos estar diante de uma grande variedade de doenças como: doença hepática aguda ou crônica; sobrecarga de ferro; leucemia; inflamação ou infecção aguda ou crônica; mal de Hodgkin; anemias hemolíticas crônicas e doença renal crônica, entre outras. Nesses casos, a produção de ferritina pode até triplicar sem haver nenhum aumento na quantidade corporal de ferro. Outras condições que contribuem com o aumento desse marcador são o alcoolismo, hepatites, esteatose hepática, obesidade, síndrome metabólica e a cirrose.

Sinais e sintomas:

Na carência de ferro: - Fadiga Crônica e fraqueza, - Tontura, - Sonolência, - Dor torácica e membros inferiores, - Choque e insuficiência cardíaca.

Na sobrecarga de ferro: - Dores nas articulações, - Fadiga e fraqueza, - Dor abdominal, - Redução da libido, - Problemas cardíacos.

O médico após o histórico e exame físico poderá solicitar exames complementares como: hemograma, repetição da ferritina, saturação de transferrina, glicemia, hemoglobina glicada, insulina, tgo, tgp, gama gt, hbsag, anti-HCV, ácido úrico, perfil lipídico, testosterona total e livre, TSH, T4 livre, FAN, teste genético para hemocromatose, us abdômen total, biópsia hepática, ressonância magnética para detecção de ferro hepático. Saiba mais: - Ferritina alta, entre 300 e 1.000, na maioria dos casos não indica excesso de ferro. - É sempre indicada a repetição do exame, orientando os pacientes para respeitar três dias sem ingestão de bebidas alcoólicas e não praticar exercício físico intenso no dia anterior. - Pesquisas recentes comprovam, no entanto, que não é somente o consumo de alimentos ricos em ferro que causa elevações na ferritina. - O consumo de gordura saturada e frutose (açúcar das frutas, refrigerantes, xarope de milho, mel e alimentos industrializados) também aumenta essa proteína. - Existe uma doença chamada hemocromatose que causa a sobrecarga do metal. - Diversas doenças elevam essa proteína: gripes, resfriados, hepatites, tumores e inflamações em geral. - As três condições cada vez mais comuns que lideram os motivos de níveis elevados de ferritina são diabetes, pré-diabetes e esteatose hepática. - Nem sempre é necessária uma restrição de ferro quando o nível de ferritina está alterado. - Outro exame muito útil nos casos de excesso de ferro é a saturação de transferrina. Valores acima de 45% indicam a necessidade de repetição do exame em 30 dias; persistindo o valor alto, é indicado o teste genético. - Um exame mostrando ferritina alta é um indicativo muito sério de que algo não vai bem com a sua saúde, há um risco dobrado para diabetes, procure seu médico.

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