Antígeno Carcinoembrionário : CEA


ANTÍGENO CARCINOEMBRIONÁRIO (CEA)

Marcador tumoral que tem sido investigado desde sua identificação na presença de neoplasia maligna, sendo que níveis elevados do Antígeno são detectados em 9% dos teratomas de testículo e em aproximadamente 85% dos casos de carcinoma colorretal metastático. Níveis altos também são encontrados em outras neoplasias malignas, como por exemplo, pulmão (52% a 77%), pâncreas (61% a 68%), trato gastrintestinal (40% a 60%), neoplasia primária do fígado (40% a 60%) trato biliar (80%), tireóide (50% a 70%), cérvix (42% a 50%), e mama (30% a 50%). Algumas condições não malignas podem apresentar elevação do antígeno, tais como doenças hepáticas (hepatite alcoólica, hepatite crônica ativa, hepatite biliar primária e icterícia obstrutiva), doenças intestinais (úlcera péptica, pancreatites, diverticulites, doença inflamatória intestinal), doença fibrocística da mama, bronquite, tabagismo e insuficiência renal.

INDICAÇÕES: Câncer colorretal: estadiamento, prognóstico e seguimento da doença. Pâncreas, intestino delgado e estômago: estadio e diferenciação do tumor. Ensaios pré-operatórios: indicam mau prognóstico de CEA > 10 ng/ml. Ensaios pós-operatórios: ressecções completas levam os níveis de CEA ao normal após 60 dias da cirurgia. É recomendado que o paciente fizesse o exame a cada três meses. Aumentos maiores que 50% precedem a detecção da clínica de recorrência em até três meses. Outros canceres: CEA revelou-se também um marcador inespecífico para outros tipos de câncer e vem sendo utilizado em conjunto com outros marcadores para aumentar a sensibilidade total: Câncer de mama (CA 15-3). Câncer de ovário (CA 125). Câncer de pulmão (NSE) especialmente adenocarcinoma e tumor de pequenas células. Câncer do trato digestivo (CA 19-9). Aumentos não específicos: Fumo: CEA positivo em 4,5% dos casos. Cirrose. Insuficiência renal crônica. Patologias pulmonares. Valores de referência: Na população normal, 95% dos indivíduos apresentam uma concentração sérica de CEA < 4,5 ng/ml.

SAIBA MAIS: Não é específico para nenhum tipo de câncer. Não pode ser utilizado para rastreamento de pessoas com algum tipo particular de tumor. Testes seriados de CEA podem auxiliar o médico a acompanhar se o tratamento está funcionando. Após o término do tratamento, o acompanhamento dos seus níveis poderá ajudar a detectar uma recorrência do câncer. Um alto nível poderá ser um sinal de que o câncer se espalhou. O CEA está elevado em aproximadamente um terço dos pacientes portadores de câncer primário do estômago. Sua sensibilidade é baixa, mas quando em níveis elevados, geralmente denota doença metastática. Níveis elevados do marcador no pré-operatório de pacientes com câncer gástrico parecem estar associados a um pior prognóstico. Em vigência da suspeita dessa neoplasia, seu aumento tem uma elevada especificidade, apesar de pouca sensibilidade.

Procure seu médico para saber mais sobre os marcadores tumorais.

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