Gordura no Fígado - Como Evitar e quais os Riscos


Gordura no Fígado ou Hepática, é uma infiltração gordurosa no fígado que se observa na ultrassonografia e a função bioquímica do fígado está normal, ou seja, os níveis bioquímicos das transaminases estão normais e não ocorre progressão para cirrose. Já na Hepatite Crônica Gordurosa (HCG), além da infiltração gordurosa do fígado observada no ultrassom, os níveis bioquímicos das transaminases aumentam, ocorrendo em uma significativa parte dos pacientes, a evolução para cirrose hepática. A HCG é dividida em alcoólica e não alcoólica é bom lembrar aos que abusam do álcool, que o consumo exagerado do mesmo, pode provocar cirrose hepática, definida como uma das etapas finais da falência do fígado. Esta doença nada mais é do que um processo inflamatório crônico do fígado, ocasionado por deposição de gordura, que pode ser chamado de hepatite crônica gordurosa. No Brasil temos uma significativa parte da população obesa e diabética, e devemos realmente começar a ficar preocupados, uma grande parte destes pacientes são adultos jovens e, por um simples erro alimentar ou de metabolismo, desenvolvem a doença. Descoberta no final da década de 70, a HCG não alcoólica teria como causas primárias do problema, a obesidade, a Hipercolesterolemia (altas taxas de gordura no sangue), diabetes tipo II, a perda rápida de peso, e o processo de desnutrição severa; como causas secundárias, a cirurgia bariatrica (de by-pass jejuno-ileal) para emagrecimento, exposição crônica a produtos químicos, e o uso de drogas como o corticóide, e estrógeno sintético. Se a doença não for diagnosticada em tempo, tratada ou controlada, 8 a 26 % dos pacientes portadores irão evoluir para cirrose hepática. Geralmente é diagnosticada quando o paciente realiza exame clínico e laboratorial de rotina. Ao exame clínico cerca de 70 a 90% dos pacientes apresentam fígado aumentado, sendo este considerado o dado clínico mais frequente. Nos exames laboratoriais de sangue, todos os pacientes apresentam provas de função hepática elevadas. Uma grande parte dos indivíduos apresenta principalmente aumento do colesterol total, lipídios e dos triglicérides. O exame ultrassonográfico apenas informa o grau de acumulação de gordura no fígado e em hipótese nenhuma serve de parâmetro para o diagnóstico de hepatite crônica gordurosa não alcoólica. Como o diagnóstico da hepatite crônica gordurosa não alcoólica só é confirmado após a exclusão de outras causas determinantes, é necessário procurar um especialista. SAIBA MAIS: - Reconhecer em você algum fator de risco para desenvolver hepatite crônica gordurosa não alcoólica. Entre os portadores desta nova doença, mais de 70% são obesos, mais de 75% são diabéticos e 20 a 80% dos pacientes têm aumento dos lipídios, colesterol total, triglicérides. - Nem todos obesos que tem altas taxas de gordura no sangue ou é diabético, vai desenvolver a doença, pois vários estudos sugerem que o desenvolvimento desta doença estaria relacionado a problemas genéticos. - Hepatite gordurosa não alcoólica acomete crianças acima dos 10 anos de idade, como também adultos situados na faixa etária entre 20 e 60 anos. - O sexo feminino é o mais comprometido (60 a 80%) e mulheres diabéticas com idade superior a 50 anos teriam um maior risco de desenvolver tal doença. - Alguns pacientes queixam-se de um leve desconforto (sensação de peso) no lado direito do abdome, geralmente abaixo das costelas. - Estudos epidemiológicos definiram que os pacientes com maior risco para progressão da doença são: maiores que 45 anos, obesos e diabéticos. - Uso de medicações entre elas amiodarona, nifedipina, tamofixeno, cloroquina, corticosteróides e estrógenos. - Cirurgias abdominais, como derivação biliodigestiva, gastroplastia ou bypass jejuno-ileal e ressecção extensa do intestino delgado. - Exposição crônica a produtos químicos. Deve ser dada grande atenção em relação a historia de ingestão alcoólica. Primeiro, porque a esteatose e esteato-hepatites causadas pelo álcool são muito semelhantes e segundo não se sabe qual a dose tóxica de álcool em uma pessoa com esteatose e em terceiro a presença de mais de uma causa para hepatite acelera e intensifica a doença de modo exponencial, geralmente considera-se que um consumo inferior a 20 gramas de álcool por semana seria seguro.

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