Psoríase


Psoríase

Doença crônica da pele, recorrente, inflamatória que apresenta formações escamosas prateadas e placas de diversos tamanhos. Pode se manifestar logo após o nascimento ou tardiamente no idoso, é mais comum entre a 2ª e a 4ª décadas da vida. Não é contagiosa, mas a causa ainda é desconhecida, 15% dos casos podem parecer ainda na infância. Atinge igualmente homens e mulheres, afeta entre 2 % a 4 % da população branca; as pessoas de etnia negra são menos afetadas, no total acomete 190 milhões de pessoas em todo o mundo. Fatores emocionais são freqüentemente relacionados com o seu surgimento ou sua piora, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Cerca de 30% das pessoas que têm psoríase apresentam história de familiares também acometidos. Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, recobertas de escamas secas e esbranquiçadas, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.

O diagnóstico da psoríase é geralmente clínico, que revelará um quadro bem característico, mas pode ser confirmado por uma biópsia.

De acordo com a localização e características das lesões, existem vários tipos de psoríase: Vulgar – lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos; Invertida – lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras como couro cabeludo, joelhos e cotovelos; Gutata – pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Geralmente, aparecem no tronco, braços, coxas e ocorrem com maior freqüência em crianças e adultos jovens; Eritrodérmica – lesões generalizadas em 75% ou mais do corpo; Ungueal – surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas principalmente nas unhas das mãos; Artropática – em cerca de 8% dos casos, pode estar associada a comprometimento articular. Surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho. Postulosa – aparecem lesões com pus nos pés e nas mãos (forma localizada) ou espalhadas pelo corpo; Palmo-plantar – as lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

SAIBA MAIS: - Não é uma doença contagiosa e não há necessidade de evitar o contato físico, ninguém pega psoríase pelo ar, piscina, toalhas, no ato sexual ou ao manter qualquer outra forma de contato com a pele. Por isso, é importante que as pessoas não tenham nenhum tipo de preconceito ao relacionar-se com um portador de psoríase. - As lesões de psoríase são geralmente assintomáticas, mas pode haver coceira discreta. - Uma vida saudável, evitando-se o estresse vai colaborar para a melhora. - A exposição solar moderada é de grande ajuda e manter a pele bem hidratada também auxilia o tratamento. - Não existe uma forma de se acabar definitivamente com a psoríase, mas é possível se conseguir a remissão total da doença, obtendo-se a cura clínica. - Se você apresenta a doença, lembre-se: não há motivo para constrangimentos. - Hidrate muito bem a pele, para evitar seu ressecamento excessivo que favorece a possibilidade de desenvolver lesões. - Evite a ingestão de bebidas alcoólicas. - O estresse tem papel importante no aparecimento das lesões. - Psoríase não tem cura, tem tratamento, não há como prevenir a doença, embora seja possível controlar a reincidência. - A exposição aos raios ultravioleta, sob controle médico, também constitui outra terapia freqüente. Visite regularmente o dermatologista e siga à risca suas orientações.

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