Síndrome de Guillain-Barré


Síndrome de Guillain-Barré

Chamada também de polineurite ascendente aguda, é uma doença auto-imune com característica inflamatória levando a uma lesão da bainha de mielina que recobre os nervos periféricos. O processo inflamatório e a destruição da bainha bloqueiam a passagem dos estímulos nervosos entre o cérebro até os músculos, acometendo basicamente os nervos motores, com pouca ação sobre os sensitivos gerando uma disfunção muscular. É a causa mais comum de paralisia generalizada aguda acometendo até 4 em 100.000 pessoas de toda faixa etária, com maior prevalência entre os 16 a 25 anos e dos 45 aos 65 anos e com ligeira predominância em homens. Geralmente inicia com fraqueza pelas pernas, podendo se disseminar pelo corpo inteiro e comprometer a respiração seriamente, pode ocorrer com freqüência uma flacidez facial, com a oftalmoplegia uni ou bilateral em alguns casos. Instala-se de 7 a 10, mantém-se estável por 2 semanas e então começa a regredir os sintomas em até 3 semanas, sendo que 80% dos casos o paciente se recupera totalmente ou as seqüelas são mínimas e não interferem na qualidade de vida. A mortalidade é de 5% e aproximadamente o mesmo percentual não consegue voltar a andar.

Sinais e Sintomas: Começam com fraqueza, formigamento e perda da sensibilidade nos dois membros inferiores que em seguida afeta os membros superiores, os músculos respiratórios, os músculos gastrintestinais incluindo os músculos responsáveis pela deglutição e os da face. É comum a paralisia dos movimentos oculares, marcha difícil e desaparecimento dos reflexos normais. Pode ocorrer ainda: - Visão turva, - Tontura, - Constipação, - Incontinência Urinária, - Palpitações, - Ausência temporária de respiração, - Desmaio.

O médico neurologista através da história e dos dados clínicos faz uso do exame do líquor e com o achado patognômico de dissociação proteíno-citológica fecha o diagnóstico. Pode realizar ainda exame neuromuscular que evidência disfunção motora e de funções involuntárias do corpo, o da velocidade de condução nervosa que indica desmielinização e o EMG com a falta de estimulação nervosa.

SAIBA MAIS: - Os nervos levam e trazem as informações ao cérebro através de impulsos elétricos, assim como fios encapados, os nervos também são revestidos por uma substância isolante chamada de bainha de mielina. - O sistema imune do indivíduo gera anticorpos contra as células de Schwann, a destruição dessas células impede a condução de sinais elétricos ao longo das vias sensoriais e motoras do sistema nervoso periférico. - Até 2/3 dos doentes acometidos referem um quadro de infecção respiratória ou gastrointestinal antes do aparecimento da síndrome, sendo a infecção mais associada causada pelo Campylobacter jejuni, uma bactéria que causa gastrenterite. - Outras causas além de infecções bacterianas associadas são: Infecção pelo HIV; Vacinação; Traumas; Cirurgias; Linfomas e Lúpus. - Freqüentemente o paciente fornecerá história de doença gastrintestinal ou respiratória durante alguns dias ou semanas antes da instalação da fraqueza. - Em muitos casos, o fator desencadeante não é identificado. - Existem 2 tratamentos igualmente efetivos. - Embora quase ocorra uma recuperação motora total dentro de quatro a seis meses, a recuperação completa pode levar de 12 a 36 meses. - A fisioterapia é importante para evitar a contratura muscular e para preservar a função articular e muscular. - 50% dos pacientes têm atrofia dos músculos faciais. - A paralisia dos músculos respiratórios ocorre em 30% dos pacientes. - 42 a 75% dos pacientes têm alguma alteração na sensibilidade, a hipersensibilidade ao toque. - 3% dos pacientes com a síndrome morrem por insuficiência cardíaca ou respiratória. Procure serviço médico imediatamente mesmo com a doença leve, pois o acometimento respiratório pode ocorrer rapidamente.

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