Ovários policísticos


Ovários policísticos São alterações muito comuns que ocorrem nas mulheres, esses ovários contêm pequenos cistos, visíveis ao exame de ultra-som que podem secretar hormônios ou simplesmente estarem inativo O ovário é o órgão responsável pela ovulação e também pela produção de hormônios femininos. Em geral, surgem mais de dez cistos (com 6 a 10 mm cada) que ficam distribuídos perifericamente na superfície do ovário. O acúmulo de micro cistos pode causar o aumento médio de 2,8 vezes o tamanho normal do ovário. A Síndrome de Ovários Policísticos é um distúrbio que se inicia na puberdade é progressiva, os cistos não estão presentes em todas as pacientes com a síndrome, sendo encontrados em cerca de 80% dos casos. A presença de cistos não é suficiente para fazer o diagnóstico, pois até 20% das mulheres normais, sem qualquer alteração dos níveis hormonais, podem apresentar imagens de cistos. É importante diferenciar os ovários policísticos que é um achado no ultrassom da "síndrome de ovários micro policísticos, que é um distúrbio complexo e que pode apresentar ou não a imagem de ovários policísticos ao ultrassom. O conjunto de sintomas provocado pela formação de micro cistos embora freqüente, apenas 6% a 10% das mulheres apresentam alterações endócrinas por causa do problema. A maior parte dos casos aparece na adolescência, acompanhando durante a vida e tende a se normalizar após os 35 anos. Uma das conseqüências da síndrome é a diminuição da fertilidade devido à dificuldade de ovulação. Entre as mulheres que apresentam os sintomas da síndrome de ovário policístico, apenas 25% engravidam espontaneamente. Mas o tratamento para induzir à ovulação é simples; portanto, na maioria das vezes, a infertilidade é facilmente revertida. Muitas adolescentes com estes ovários pensam que não podem engravidar e acabam conseguindo uma gravidez indesejada. Devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência à insulina e a síndrome metabólica, pois estas doenças estão relacionadas com maior chance de desenvolver alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado; O diagnóstico é feito através da história clínica e exame físico e de alguns exames complementares.

Sinais e Sintomas: - Irregularidades menstruais com atrasos ou total ausência das menstruações. - Dificuldade na ovulação que pode dificultar a gravidez. - Problemas de pele como: acne, espinhas, queda de cabelo, pele oleosa e aumento de pelos. - Podem apresentar aumento de peso. Os exames que podem ajudar no diagnóstico são: - Ultrassom do útero e ovários, que pode mostrar a presença de múltiplos pequenos cistos em ambos os ovários. - Testosterona, que muitas vezes está aumentada; - Glicemia e colesterol.

SAIBA MAIS: - Uma em cada dez mulheres pode apresentar o problema, que causa desde espinhas até a dificuldade de engravidar. - Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao ultra-som sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome de ovários policísticos. - Sem ovular, a mulher deixa de produzir o hormônio progesterona, responsável pela proteção do útero, aumentando os riscos de câncer de endométrio. - Aumento de casos de aborto. - Alguns dos sintomas como irregularidade menstrual, o aumento de peso e surgimento de pêlos em excesso podem gerar problemas psicológicos na mulher. - Desenvolvimento de características físicas masculinas (pêlos no rosto e peito, alargamento de ombros, alteração na distribuição de gordura corporal, entre outros), por causa do aumento de hormônios androgênios, como a testosterona. - Uso de anticoncepcional específico para a Síndrome, que atua também nos problemas de acne e hirsutismo, além de regular o excesso de testosterona. - Uso de hipoglicemiantes orais. - Uso de estimulantes da menstruação. - Depilação dos pêlos que a paciente considerar excedente. - Uso de cosméticos específicos para diminuir a acne. - Realizar exercícios físicos regulares. - Dieta de emagrecimento ou específica para diabético. - Psicoterapia para controle do estresse e redução da ansiedade causada pelas mudanças corporais. Todas as mulheres com sintomas sugestivos devem ser avaliadas por um especialista, para determinar a presença ou não da síndrome. O ginecologista e o endocrinologista podem fazer essa avaliação e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

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