Coqueluche - 50% do total de casos são em menores de 1 ano


Coqueluche

Doença infecciosa aguda, transmitida pelo bacilo gram-negativo Bordetella pertussis, que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), se caracterizando por paroxismos de tosse seca e ocorre sob as formas endêmicas e epidêmicas. Em aglomerados de pessoas a incidência da coqueluche pode ser maior na primavera e no verão, porém em populações dispersas nem sempre se observa esta sazonalidade. Desde 1995, no Brasil, o número de casos anuais não excedeu 2.000, mantendo-se com coeficiente de incidência em torno de 1/100 mil habitantes. Em 2008, o número de casos confirmados foi de 1.344 casos/ano e o coeficiente de incidência (CI) foi de 0,71 /100.000 habitantes. O grupo de menores de um ano concentra cerca de 50% do total de casos e apresenta o maior coeficiente de incidência. Isto se deve, provavelmente, à gravidade do quadro clínico nesta faixa etária, o que, por sua vez, leva à maior procura dos serviços de saúde e maior número de casos diagnosticados.

Sinais e Sintomas: A Coqueluche ocorre em três fases sucessivas: - Catarral – com duração de uma a duas semanas; com manifestações respiratórias e sintomas leves (febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca), seguidos pela instalação gradual de surtos de tosse, cada vez mais intensos e freqüentes, até que passam a ocorrer as crises de tosses paroxísticas. - Paroxística – geralmente afebril ou com febre baixa. Em alguns casos, ocorrem vários picos de febre no decorrer do dia. Apresenta como manifestação típica os paroxismos de tosse seca, que se caracterizam por crise de tosse súbita incontrolável, rápida e curta (cerca de 5 a 10 tossidas, em uma única expiração). Durante esses acessos, o paciente não consegue inspirar, apresenta protrusão da língua, congestão facial e, eventualmente, cianose que pode ser seguida de apnéia e vômitos. A seguir, ocorre uma inspiração profunda através da glote estreitada, que pode dar origem ao som denominado de “guincho”, esta fase dura de 2 a 6 semanas. - Convalescença – os paroxismos de tosse desaparecem e dão lugar a episódios de tosse comum. Esta fase persiste por 2 a 6 semanas e, em alguns casos, pode se prolongar por até 3 meses. Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante a convalescença da coqueluche, podem provocar o reaparecimento transitório dos paroxismos. O Diagnóstico específico é realizado através de cultura de material colhido de nasorofaringe, com o isolamento da B. pertussis. Essa coleta deve ser realizada antes do início da antibioticoterapia ou, no máximo, até 3 dias após seu início. Por isso, é importante procurar a unidade de saúde ou entrar em contato com a coordenação da vigilância epidemiológica, na secretaria de saúde do município ou estado. Para auxiliar na confirmação ou descarte dos casos suspeitos, podem ser realizados os seguintes exames: Leucograma – no período catarral, pode ocorrer uma linfocitose relativa e absoluta, geralmente acima de 10 mil linfócitos/mm3. Os leucócitos totais no final dessa fase atingem um valor, em geral, superior a 20 mil leucócitos/mm3. No período paroxístico, o número de leucócitos pode elevar-se para 30 mil ou 40 mil/mm3, associado a uma linfocitose de 60% a 80%. Nos lactentes e nos pacientes com quadro clínico mais leve, a linfocitose pode estar ausente. Raios-X de tórax – recomenda-se em menores de 4 anos, para auxiliar no diagnóstico diferencial e/ou presença de complicações. É característica a imagem de “coração borrado” ou “franjado”, porque as bordas da imagem cardíaca não são nítidas, devido aos infiltrados pulmonares.

Sinais e Sintomas: Tosse paroxística, Guincho, Protrusão da língua, Cianose, Apnéia e vômitos pós-tosse.

SAIBA MAIS: - O homem é o único reservatório natural. - A transmissão se da ao falar, tossir ou espirrar. - Em casos raros, pode ocorrer a transmissão por objetos recentemente contaminados com secreções do doente, porém é pouco freqüente, pela dificuldade do agente sobreviver fora do hospedeiro. - Vacinação é o principal meio de controle. Crianças até sete anos devem ser vacinadas contra a coqueluche. - O período de incubação ocorre em média, de 5 a 10 dias, podendo variar de 1 a 3 semanas e, raramente, até 42 dias. - Período de transmissibilidade para efeito de controle, considera-se que o período de transmissão se estende de 5 dias após o contato com um doente (final do período de incubação) até 3 semanas após o início dos acessos de tosse típicos da doença (fase paroxística). - Em lactentes menores de 6 meses, o período de transmissibilidade pode prolongar-se por até 4 a 6 semanas após o início da tosse. - A maior transmissibilidade da doença ocorre na fase catarral. - A suscetibilidade é geral, o indivíduo torna-se imune nas seguintes situações: • após adquirir a doença: imunidade duradoura, mas não permanente; • após receber vacinação básica (mínimo de 3 doses) com DTP ou DTPa: imunidade por alguns anos. Em média, de 5 a 10 anos após a última dose da vacina, a proteção pode ser pouca ou nenhuma. - O Diagnóstico diferencial deve ser feito com as infecções respiratórias agudas, como traqueobronquites, bronquiolites, adenoviroses, laringites, entre outras. - Todo caso suspeito deve ser notificado através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os casos atendidos nas unidades sentinelas, previamente determinados, devem ser notificados imediatamente pelo meio mais rápido possíveis ao serviço de vigilância local, a fim de se proceder a coleta de material para a realização de cultura para a B. pertussis. - A vacina contra coqueluche deve ser aplicada mesmo em crianças cujos responsáveis refiram história da doença. - A DTP (tríplice bacteriana) ou Dtpa (tríplice acelular) é recomendada até a idade de 6 anos (6 anos, 11 meses e 29 dias), sendo que a vacina combinada DTP+Hib é preconizada para os menores de 1 ano, pelo Ministério da Saúde.

Em caso de sintomas procure um médico.

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